O vice-presidente comentou os dados em seu programa semanal de rádio e destacou a importância de reativar o Fundo da Amazônia
Em seu programa de rádio semanal, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que a reativação do Fundo da Amazônia é uma das prioridades para promover novos investimentos para preservar e promover o desenvolvimento sustentável na região. Segundo Mourão, o tema foi apresentado na última semana em reunião com governadores.
“Entre outros assuntos, conversamos sobre reativação do Fundo Amazônia, que é uma das nossas prioridades máximas, pois, com esses recursos, nós poderemos tocar de forma mais rápida, os projetos ligados à proteção, preservação e desenvolvimento sustentável da nossa Amazônia”.
Mourão, que é presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal destacou a necessidade de ampliar as parcerias entre os órgãos federais e estaduais e a importância da regularização fundiária. “[regularização fundiária] irá colocar nas mãos daqueles que há muitos anos estão assentados na nossa Amazônia o necessário título de terra, de modo que eles possam ter acesso a financiamento e, mais ainda, à assistência técnica rural, e, com isso, banindo definitivamente as ocupações ilegais”.
A regularização fundiária é uma das ações prioritárias do Governo Federal na Amazônia; e deve beneficiar cerca de 150 mil pequenos produtores instalados na região. Para obter o registro da terra, eles terão de cumprir o Código Florestal, que exige 80% de preservação nas propriedades rurais localizadas na Amazônia Legal. E, com a área regularizada, terão de responder por eventuais irregularidades, como queimadas ou desmatamento ilegal, que venham a ocorrer nos terrenos.
No programa de rádio, o vice-presidente Hamilton Mourão também reafirmou o compromisso do país com a preservação e o desenvolvimento da Amazônia. “Há uma enorme sintonia entre os objetivos do Conselho e os interesses de estados, municípios e, especialmente, de todos vocês que aí habitam. Estamos juntos nessa cruzada pelo desenvolvimento sustentável da nossa querida Amazônia”, finalizou.
Criado há cinco meses, o Conselho tem como objetivo integrar e coordenar as ações governamentais para Amazônia Legal. Entre as principais atribuições estão: coordenar e integrar as ações governamentais relacionadas à Amazônia Legal, propor políticas e iniciativas relacionadas à preservação, à proteção e ao desenvolvimento sustentável, de forma a contribuir para o fortalecimento das políticas de Estado e assegurar a ação transversal e coordenada da União, dos Estados, dos Municípios, da sociedade civil e do setor privado.
Mourão também ressaltou a continuação das operações federais de fiscalização como a Verde Brasil 2. De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (27) pelo Ministério da Defesa, já foram aplicados mais de R$ 406,9 em multas e termos de infração.
Além disso, militares e agentes de órgãos parceiros realizaram 17 mil inspeções navais, terrestres, vistorias e revistas em embarcações, das quais 345 foram apreendidas. Os dados do Ministério da Defesa mostram também que foram confiscados mais de 28 mil metros cúbicos e apreendidas 546 máquinas de serraria móvel, tratores, maquinário de mineração, balsas, dragas e acessórios.
“Esse material apreendido brevemente será distribuído às prefeituras da região, onde prestarão um excelente serviço”, afirmou Mourão.
A operação faz parte do escopo do Conselho Nacional da Amazônia. Além de militares, participam da Operação Verde Brasil 2, coordenada pelo Ministério da Defesa, agentes de órgãos de controle ambiental e segurança pública. São eles: Polícias Federal e Rodoviária Federal, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), Força Nacional de Segurança Pública, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
A operação, contra delitos ambientais na Amazônia Legal, ocorre em faixas de fronteira, terras indígenas, unidades federais de conservação ambiental e outras áreas federais da região. A determinação presidencial para emprego das Forças Armadas em Garantia da Lei e da Ordem (GLO) foi publicada no Diário Oficial da União em 6 de maio deste ano. Em 9 de julho, foi renovada até 6 de novembro, também por decreto presidencial. Uma operação semelhante foi realizada em 2019.
A regularização fundiária é uma das ações prioritárias do Governo Federal na Amazônia - Foto: Agência Brasil
Por: https://www.gov.br/